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Boas práticas para acolher os colaboradores em meio ao trabalho remoto

Ana Maria Correa

Se você que está há algum tempo trabalhando na empresa achou que a migração para a modalidade home office foi desafiadora, imagine para quem começou em um emprego novo durante a pandemia. Essa pessoa teve que se adaptar ao ambiente corporativo 100% virtual. Os colegas e as lideranças são vistos apenas através de vídeo chamadas.

As empresas foram as responsáveis por tornar essa realidade a mais acolhedora possível. Os RHs precisaram ser criativos para adaptar os processos de onboarding e dar uma calorosa (e à distância) boas-vindas ao novo colaborador.

O desafio não é pequeno. O fato de não conhecermos ainda aquela pessoa dificulta a tarefa de termos a certeza de que ela conseguirá se integrar ao time e se adaptar à nova empresa.

Veja alguns sinais que você pode perceber para ajudá-lo nesta tarefa:

  • Motivação;
  • Ritmo das entregas;
  • Interação nas reuniões com a equipe mais próxima;
  • Participação espontânea em eventos;
  • Feedback dos colegas de equipe.

Para aqueles que já estavam empregados, a construção de uma cultura focada nas pessoas se sobressaiu neste momento em que o distanciamento se fez necessário. O processo de adaptação provavelmente foi mais orgânico para estas empresas. Em muitas delas, os colaboradores puderam levar para a casa a sua cadeira ergonômica e se sentiram mais confortáveis de compartilhar com suas lideranças as dificuldades de conciliar o trabalho com as tarefas escolares dos filhos.

Saúde e bem-estar são palavras de ordem

Não há mais dúvidas de que a saúde física, mental e o bem-estar dos colaboradores devam estar em primeiro lugar. O primeiro passo desta jornada só exige empatia das empresas: enxergar de verdade os problemas das pessoas e ajudá-las a solucionar. O funcionário se sente mais valorizado quando ele percebe que a empresa estará ao seu lado quando ele precisar.

Boas práticas para você se inspirar

A empresa AMcom contratou mais de 100 novos colaboradores em plena pandemia. Os processos de onboarding já existentes foram totalmente adaptados para o momento remoto que se está vivendo.

Uma das adaptações foi o Guardião, no qual um colaborador mais antigo da equipe é uma espécie de mentor deste novo contratado, sendo responsável por fazer a integração com outros colegas. Mesmo à distância, o Guardião consegue trazer o novo colaborador para perto de si e do restante do time. 

A empresa também criou um kit de boas-vindas e envia pelo correio para a casa do novo colaborador. Neste kit contém uma carta assinada à mão pela CEO da empresa. Por mais simples que esse gesto pareça, ele trouxe muitos feedbacks surpreendentes e relatos do quanto isso impactou de forma positiva na experiência dos recém chegados.

A empresa já tinha a cultura de celebrar conquistas através de happy hours. Esses eventos foram adaptados para o modelo virtual e o Guardião é quem incentiva os novos colaboradores a também fazerem parte deste momento especial.

São pequenas ações que somadas ajudam a tornar o onboarding mais acolhedor e cumprir a sua missão de disseminar a cultura da organização. É possível criar um ambiente virtual onde as pessoas se sentiam parte da empresa, ainda que todos estejam distantes fisicamente. A AMcom ainda relata que se surpreendeu com os resultados relacionados a produtividade que se manteve e, em alguns casos, até aumento.

Isso antecipou uma decisão que talvez levasse alguns anos dentro da empresa, se não fosse a situação criada pela pandemia: dar a opção do trabalho remoto ou híbrido em definitivo.

https://www.mundorh.com.br/o-desafio-de-acolher-os-colaboradores-em-meio-ao-trabalho-remoto/

Topics: Gestão de pessoas

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