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Da diretoria à linha de frente: tomada de decisões baseadas em IA e big data

Marcelo Marcondes - Atração de Candidatos

 A incrível fronteira tecnológica da inteligência artificial e do big data vem sendo cruzada através de novidades e novas realidades comerciais. Não há dúvidas que elas estão mudando a forma como gerimos os negócios, dos pequenos aos grandes. Entretanto, algumas decisões, principalmente às que estão relacionadas às estratégias, inovações e marketing, continuam exigindo a participação do ser humano para uma avaliação qualitativa baseada não somente em dados, mas também em contextos e considerações pessoais. Não há, até o momento, nenhum recurso de inteligência artificial que seja completamente capaz de considerar contextos emocionais, humanos e políticos para automatizar decisões relevantes dentro de uma organização.

Vamos levar esse exemplo para fora da área corporativa, para o ramo da saúde, onde a IA está bastante desenvolvida. As tecnologias de big data e AI podem auxiliar um médico a fazer um diagnóstico mais preciso e até sugerir tratamentos mais especializados. Entretanto, somente a figura humana do médico é capaz de avaliar o estado geral levando em consideração o contexto emocional, oferecendo um atendimento mais holístico e empático nas diversas situações que envolvem doenças.

Em um mundo corporativo, a IA pode fornecer aos gestores e funcionários dados mensurados e projeções para os próximos meses, o que pode ajudar na tomada de decisão. A grande diferença entre as empresas que têm e que não tem sucesso no uso de AI para a tomada de decisão está em um simples detalhe: a quantidade de burocracia interna que um funcionário deve enfrentar para solicitar uma autorização para agir perante os dados apresentados. Para que o real valor da IA seja utilizado pela empresa, os funcionários de todos os níveis precisam ter autonomia para tomar decisões setoriais.

A verdade é que essa nova realidade é novidade e ninguém sabe muito bem como agir diante dela. O início deste processo foi marcado pela contratação de equipes centralizadas compostas por diversos cientistas de dados para que decisões melhores fossem tomadas para gerar maior impactos aos negócios. Todavia, pesquisas recentes e um pouco mais de experiência dos consultores na área, agora tendem a um pensamento de que a democratização do acesso às ferramentas de IA e a autonomia de gestores e funcionários na hora da tomada de decisão cria valores mais tangíveis para a organização.

Não precisamos de pesquisas mais aprofundadas para comprovar de que esse talvez seja o caminho certo a ser seguido: é bem provável que você conheça a plataforma digital Airbnb. O modelo de negócio da empresa é totalmente direcionado por dados. A Airbnb oferece a todos os funcionários o acesso à plataforma de dados para que eles possam tomar decisões mais bem fundamentadas. Essa regra se aplica aos diferentes setores da empresa: marketing, desenvolvimento de negócios e RH. Os funcionários monitoram em tempo real dados de seus hosts em relação aos serviços utilizados, as suas localizações, tendências e padrões de consumo e comportamento, e previsões emergentes baseada em toda a análise.

Para que toda essa prática se torne possível, é necessário agir muito antes, já que somente o acesso aos dados não é suficiente. Os funcionários recebem capacitação para usar e interpretar os dados e ferramentas de IA da Airbnb. Já que a empresa tem rápida internacionalização, seria praticamente impossível ter um cientista de dados em cada sala. Com o objetivo de capacitar os funcionários, a empresa lançou a Data University, que é um programa de ensino de mais de 30 módulos que constrói conhecimento e capacita todos os funcionários da Airbnb, permitindo que eles ajam com rapidez nas oportunidades de inovação para os melhores negócios da empresa. Se isso funcionou? Os números comprovam a eficiência: mais de 2000 funcionários já foram treinados e, os usuários ativos da plataforma aumentou em 15%.

Vamos a mais um exemplo: a Unilever. Atenta sobre a real importância dos dados, a empresa saiu à frente e já é orquestrada por uma ferramenta criada por ela mesma, a “Insights Engine”. Essa ferramenta implementou diversos sistemas e ferramentas orientadas por inteligência artificial e as tornou acessíveis a todos os profissionais da área de marketing que trabalham na Unilever, mundialmente. Uma das ferramentas é a People World, que é uma plataforma que extrai milhares de documentos de pesquisa de consumidores e dados de mídia social. A empresa tem em mãos o valor dos dados e pode remover silos e reduzindo o tempo necessário para tomar decisões bem fundamentadas. Tudo isso, pois todas as ferramentas estão acessíveis e às pessoas e equipes têm o poder de decisão em suas mãos.

A redução dos custos financeiros e de tempo que são destinados para uma organização de dados e a análise deles caíram drasticamente nos últimos 10 anos. O acesso aos dados está se tornando muito mais acessível. Agora, depende da conscientização dos membros executivos para entender que os painéis com dados não devem ser exclusivos às salas com reuniões de portas fechadas. A democratização da inteligência artificial deve ser internalizada. Só assim, IA realmente entregará resultados ágeis e decisões mais assertivas perante as mudanças e oportunidades de mercado que os dados revelam todos os dias.

https://hbrbr.uol.com.br/ia-tomada-decisao/ 

 

Topics: Recursos Humanos, Recrutamento e seleção, Gestão de pessoas

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