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Qual é o novo perfil do CEO no “novo” mundo normal?

Ana Maria Correa

Quando nos deparamos com um CEO em uma sala vazia, o seu lado humano e vulnerável fica mais aparente. Esses profissionais ocupam o cargo mais alto e desejado da hierarquia corporativa tradicional. A cadeira do CEO traz junto muitas responsabilidades, pressão e cobrança. Por outro lado, também oferece altos salários, ótimos bônus, prestígio e poder. Isso causa uma blindagem emocional diante aos times, quando a sala está cheia. É preciso ser obrigado a ter as respostas para os diferentes dilemas e a convicção de uma tomada de decisão segura e correta.

Atualmente, das 10 maiores empresas do mundo quando o assunto é valor de mercado, 7 delas são da área de tecnologia e 3 de serviços financeiros. Em uma dessas conversas, em sala vazias com CEOs, eles já confidenciaram frases como: “a sensação que tenho é a de que acordei em um dia normal e o idioma padrão era Russo” e também “tenho meu time de executivos formados nas melhores escolas de negócio do mundo, mas nenhum deles até agora soube atua nesse ambiente muito mais dinâmico e digital”.

Adeus mundo velho, olá cenário sempre novo

O novo contexto do mundo está trazendo um novo olhar para tudo. Nossos concorrentes já não são somente as empresas que atuam no mesmo mercado. Aquele dormitório vazio nas casas já se transformou em quarto para hóspedes de qualquer lugar do mundo, a propaganda que interrompia nossa programação virou conteúdo de valor.

Por que ter posse se eu posso ter acesso? Por que esperar até o horário do meu programa favorito, se eu mesmo posso fazer a minha própria grade de programação? Inteligência artificial, era dos dados, automação, multicanalidade, redes interdependentes, novos modelos de negócios, novas categorias de produtos e serviços, novos hábitos de consumo, novos perfis de cliente, novas necessidades, novos, novos, novos. Quando vamos parar de experienciar o novo? Talvez, nunca.

A pandemia foi um acelerador para o mundo digital

E, se já achávamos que o mundo estava indo rápido demais, tropeçamos em uma pandemia no meio do caminho. Nos últimos anos muito falávamos sobre a revolução das startups e organizações exponenciais. A transformação digital virou parte da estratégia dos negócios. Porém, pouquíssimos executivos davam a devida atenção a essas questões. Muito por falta de conhecimento, o que no máximo fazia-se um projeto aqui e ali, sem objetivos claros e com dificuldade de mensurar os resultados.

Descobrimos da pior forma de que apenas investir em tecnologia não basta. É preciso ter design organizacional para tal. Uma pesquisa realizada pela ACE Innovation Survey, em 2019, descobriu que apenas 25% das empresas possui design organizacional, 30% trabalham com algum método ágil e 70% está sofrendo com alguma disrupção em seus negócios.

A pandemia chegou atropelando as estratégias das empresas. A adoção dos conceitos da transformação digital, trabalho ágil e a necessidade de replanejar com foco na inovação foram aceleradas em meio a uma crise de saúde mundial. Pietro Labriola, da TIM BRASIL, durante uma live (as lives também fazem parte do novo dentro das empresas), trouxe uma reflexão muito importante diante deste cenário, citamos aqui: “temos uma grande parcela de culpa nessa crise, porque não tínhamos coragem digital e de inovação! Essa é que é a realidade. Por exemplo, do dia para a noite tivemos que colocar a empresa inteira para trabalhar de casa. E deu certo. Não faríamos desta forma no processo normal, levaria mais de nove meses, ainda que a tecnologia necessária já estivesse disponível. Precisamos da crise para pensar e criar novas formas de vender e nos relacionar com nossos clientes de forma digital.” 

O perfil do CEO do novo normal

Com os dados conhecidos até o momento, analisando o novo cenário e os rumos em que o mundo dos negócios está se encaminhando, traçamos algumas características do novo CEO para o mundo pós-pandemia. Estamos falando da Liderança para a Era Digital e há 12 atribuições do novo manual do líder.

  •  Humildade intelectual
  • Obsessão pelo cliente
  • Inovação baseada em problema
  • Cultura de experimentação
  • Mentalidade de empreendedor
  • Visão holística
  • Tecnologia como meio
  • Novos modelos de negócios
  • Transformação e adesão digital
  • Times ágeis
  • Multidisciplinaridade
  • Comunidade

A verdade é que somos todos aprendizes, devemos ser curiosos e nos preparar para nos adaptar ao novo normal. O único normal que viveremos é de que tudo estará sempre em constante mudança. É preciso ter humildade, disciplina e coragem. É necessário compreender de que o erro faz parte do processo de inovação. Estaremos vulneráveis o tempo inteiro.

A hora é de focar nos dados e na realização de experimentos. O tradicional não tem mais vez. O que antes o foco era para o produto, hoje é totalmente para o cliente. É preciso conhecer o cliente como ele morasse na nossa própria casa. Através do conhecimento aprofundado da jornada do cliente, as empresas poderão, cada uma no seu ramo de atuação, proporcionar uma experiência única e encantadora em todos os pontos de contato. E, para cuidar bem dos clientes, os funcionários precisam estar bem cuidados também. Mas, isso é assunto para um outro conteúdo.

O novo será parte do nosso normal. Como você como profissional e a sua empresa estão se preparando hoje para construir para o futuro?

Fonte: Harvard Business Review

Topics: Recursos Humanos, Gestão de pessoas

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