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Você já fez todas as perguntas sobre o “novo normal”? Veja quais são elas

Ana Maria Correa

Um dos grandes ensinamentos dos cursos de Harvard é o valor do método do estudo de caso. Em outras palavras, a importância de formular perguntas que sejam aliadas à inteligência, provocando questionamentos plurais que encontre diferentes reflexões e soluções.

Essa é uma estratégia atemporal que deve ser usada para chegar a resultados através de diferentes caminhos. A jornada para chegar às evidências, ensina muito mais que simplesmente obter uma resposta pronta.

Tudo pode parecer confuso para você, mas vem conosco neste artigo que vamos aprender mais sobre isso e vamos te oferecer questionamentos que você ainda não tenha pensado em relação a esse novo normal.

Como começar a colocar em prática essa técnica

O primeiro passo é investigar a origem do problema e do desconforto. Não iremos abordar o lado pessoal, mas sim o corporativo. Vem conosco nesta reflexão.

Nós passamos a última década vivenciando um alto nível de experiência do cliente, personalização de pontos de contato, foco na construção de relacionamentos. É aceitável que essa evolução e proximidade que tínhamos, acaba potencializando o nosso atual senso de isolamento e de incapacidade.

Não conseguir prever o que acontecerá amanhã assusta, dá medo, traz angústias. Ao mesmo tempo, se você utilizar a reflexão para enxergar as lições positivas e negativas bem como as novas habilidades que está aprendendo, talvez não fique tão pesado e desesperador experenciar esse momento tão único na história mundial.

Dentre as novas competências que já estamos vendo se desenvolver estão

  • Compaixão;
  • Empatia;
  • Resiliência;
  • Comunicação eficaz.

Por outro lado, esse mosaico também tem pontos que deverão ser trabalhados em breve como:

  • Traumas com perdas;
  • Medo do amanhã;
  • Falta de propósito;
  • Escassez de oportunidades e perspectivas.

Então, fica aqui o nosso questionamento: Qual é o seu momento paradoxal? Quais perguntas você ainda não fez?

O novo normal traz novos comportamentos

Não queremos aqui abordar as dificuldades clássicas para essa retomada mundial como evasão de investidores e retração do mercado. O segredo é irmos além, pois durante uma crise como essa, não basta atrair novos investimentos ou conquistar um novo mercado.

A pandemia modificou a forma como trabalhamos, pensamos, produzidos e nos relacionamentos. Isso faz com que haja a mudança de comportamento e a forma como refletimos e questionamos não só o futuro, mas também o presente.

A crise é mundial e a mudança de comportamento também

Alguns países sofrerão mais que os outros, mas a verdade é que todos sofrerão de alguma forma. Conforme um relatório divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), estima-se que a pandemia do coronavírus vai levar a economia mundial a registrar em 2020 o pior desempenho desde a Grande Depressão em 1929. Além disso, espera-se que o PIB global recue 3% esse ano.

Então, independente do continente, vivemos um momento de dúvidas de curto, médio e longo prazos em diferentes campos do saber. Mas não podemos ficar paralisados.

Reflexão no estilo “De volta para o futuro”

Já vamos avisando que essa reflexão não é algo novo, visto que a Amazon e a Apple já a utilizam. Ela surgiu com CK Prahalad e Gary Hamel, em seu livro clássico e atemporal “Competing for the future, que defendiam a ideia de ter disciplina e inquietude para questionar muito além do seu negócio hoje. Ou seja, pense como o “Future-Back” ao invés de “presente-foward”.

Parece até coisa de louco, mais além de divertido é muito libertador. Ao invés de você considerar o que funciona no seu negócio hoje, o Future-Back lhe convida a criar o futuro, de forma livre, sem amarras ao presente. Dessa forma, você vai estipulando ação, metas e objetivos para arregaçar as mangas e fazer com que aquele futuro se torne presente.

Você pode tomar a liberdade de aplicar essa técnica para inúmeras áreas da empresa, não só durante as crises. Ela pode ser aplicada na criação de produtos, desenvolvimento de serviços, inteligência de processos, etc. Qualquer área da empresa e até mesmo da sua vida pessoal pode ser estruturada através da técnica Future-Back.

Quando bem aplicada, ela realmente traz resultados. Basta você ver o quanto a Apple e Amazon são reconhecidas mundialmente por cases de boas práticas e são marcas de grande valor de mercado.

Quer saber quais são as primeiras perguntas que você deve fazer neste momento? Aqui vão elas:

  • Como estará o seu negócio em 2025?
  • Como sair hoje como sobrevivente da crise?
  • Ou, como manter no amanhã as oportunidades que a crise trouxe ao seu business?

Ninguém disse que a técnica é fácil, muito pelo contrário. Ela é bastante desafiadora, principalmente se você a pratica em um cenário de crise mundial como essa que estamos vivendo. Mas, aceite o fato que tarefas complexas e desafiadoras são as que legitimam a liderança. Pratique o olhar para o futuro com visão estratégica.

Técnica Chunking: o futuro é um mosaico

Uma segunda técnica que as empresas podem aplicar é oriunda da psicologia cognitiva e se chama chunking. Ela consiste na junção de partes de informações armazenadas em nosso cérebro através das vivências, aprendizados, experiências moldando um mosaico de probabilidades que parecem ser “quase” cenários intuitivos.

Trazendo para o cenário atual, o chunking pode ser usado para desenhar o futuro com base nas vivências anteriores ressignificadas pelo olhar de hoje. Veja algumas perguntas que você pode fazer utilizando essa técnica:

  • A rotina das nossas práticas de gestão já foi repensada para o mundo pós-covid ou continua mais do mesmo?
  • A educação de nossos filhos já compreende a educação integral ou é o mesmo de sempre?
  • O negócio já foi redesenhado e incrementado para a sociedade que emerge diante de nossos olhos?
  • E nosso comportamento já apresenta as atitudes que o novo normal exige de nós?

Desde Voltaire, filósofo e escritor francês, até o Peter Drucker, pai da administração moderna, a lição é: fuja das respostas prontas e convencionais. Estimule perguntas – provoque-as e as faça.

Outro livro que nos ensina um pouco mais sobre isso é  “A more beautiful question: the power of inquiry to spark breakthrough ideas”, de Warren Berger, que nos instiga a fazermos questionamentos sobre tudo na vida. Usando “ Por quê?”, “E se?” e “Como?”. Se pararmos para pensar, é algo tão simplista não é mesmo? Mas, pense o quanto essa estratégia ajuda você a questionar o amanhã sem perder o foco no hoje.

As boas respostas vêm de boas perguntas

Introduzir na cultura corporativa o ato de perguntar para desenhar o negócio levará você a ter resultados exponenciais. Lembre-se que esse é um trabalho em equipe e terá que buscar uma cultura inclusiva, heterogênea e multidisciplinar para lhe ajudar na formulação de boas perguntas.

O importante é ter a consciência de que a arrogância não deve fazer parte da discussão. As perguntas devem ser percebidas pelo time como gatilhos de melhoria. Seja sempre o exemplo na hora de acolher um questionamento, sendo humilde e encorajando os outros a fazerem o mesmo. Hábitos incorporados viram comportamento. Viram cultura efetiva!

Não há exemplo mais fresco como o próprio home office que nos mostra que é possível mudar os padrões comportamentais. Não é simples, muito menos fácil, mas se você souber fazer as perguntas certas para obter diferentes respostas inteligentes, a mudança se torna administrável.

A habilidade de questionar se torna mais apurada quando praticada diariamente

A pergunta que fica é: quais as perguntas você ainda não fez sobre o novo normal, não só olhando para a organização, mas também para a sua vida pessoal, incluindo áreas como espiritualidade, financeira, qualidade de vida. Faça questionamentos para conseguir fazer boas escolhas.

A psicóloga e economista canadense Sheena Iyengar, autora do livro “The art of Choosing”, que inclusive tem um TED, cliquei aqui para assistir, aponta que durante o dia, costumamos fazer em torno de 70 decisões, desde mais simples até as mais complexas. O ensinamento mais rico que podemos ter disso é que ela nos faz refletir com o conceito de que “o valor da escolha depende de nossa habilidade em perceber a diferença entre as opções”.

E, só percebemos essas diferenças quando colocamos em prática a arte de questionar. Comece a fazer perguntas. Hoje.

Fonte

 

Topics: Recursos Humanos, Gestão de pessoas

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