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Descubra quais são as 10 competências valiosas para 2022

Ana Maria Correa

A pandemia acelerou um processo que já estávamos em movimento, graças à profunda fase de transformação causada pela 4ª Revolução Industrial. Já víamos casos crescentes de automação e digitalização dentro das organizações. Um adicional que a pandemia trouxe foi a urgência pela mudança de comportamento e desenvolvimento de novas habilidades.

Um profissional completo não é capaz de cuidar apenas da manutenção e desenvolvimento dos negócios, mas também consegue projetar o futuro, de forma simultânea. E vamos combinar que não é uma tarefa fácil, pois o mundo está cada vez menos previsível e nos presenteia com inúmeras incertezas.

O Fórum Econômico mundial divulga o relatório The Future of Jobs, trazendo as tendências do mercado de trabalho a nível global. A última previsão é que 75 milhões de empregos serão deslocados, pois a automação e a integração tecnológica aceleraram e estão mudando o mercado de trabalho. Preocupações que chegam junto com esse dado é em relação ao desemprego em larga escala e o crescimento da desigualdade de renda.

 Entretanto, há boas notícias também. Essa transformação criará demanda de mais de 133 milhões de emprego incluindo oportunidades e novas profissões que se relacionam diretamente com o avanço da tecnologia.

Quer saber quais são as 10 competências mais valiosas que até 2022? O relatório também menciona que quase metade das habilidades essenciais mais demandadas hoje irá mudar rapidamente. Logo, é importante que você esteja atento e disposto a repensar sua carreira, para continuar atrativo nesse mercado tão volátil.

 

  1. Pensamento analítico voltado à inovação

Os profissionais que têm a capacidade de “analisar situações desafiadoras e apontar soluções inovadoras” serão cada vez mais cobiçados. As organizações querem profissionais capazes de investigar um problema, identificar nuances e conseguir propor uma solução que gere inovação.

O pensamento analítico pode ser melhor trabalhado através da prática da leitura, já que isso ajuda o ser humano compreender de forma mais ampla o formato da sociedade e das tecnologias. Esteja sempre ligado em sites que publicam novidades e tendências no ramo em que você atua.

 Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem

A geração de conhecimento nunca esteve tão intensa. Não é para menos, já que há bilhões de pessoas conectadas. Um bom profissional precisa de autonomia para buscar novos conhecimentos e desenvolvimento profissional.

O aprendizado contínuo na área, também conhecido como lifelong learning é obrigatório para que consigamos nos manter atualizados, não somente com hard skills, mas também com soft skills.

A internet possibilita o aprendizado através de vários caminhos. Você precisa de autoconhecimento para identificar a melhor forma como você aprende: lendo, escrevendo, escutando, assistindo vídeos. Todas essas possibilidades estão disponíveis através da internet e plataformas para você ler, ouvir livros, ouvir podcast, acessar blogs, cursos, grupos de estudo, entre tantas outras opções.

Busque uma forma de sintetizar o conteúdo importante para você manter uma velocidade constante e contínua. Cuide que a quantidade de informação pode fazer você se sentir se afogando ao invés de aprendendo. Preste muito atenção da estratégia de aprendizado que você decidirá seguir.

Criatividade, originalidade e iniciativa

Essas três palavras são como se fossem uma fórmula mágica para o sucesso. Tanto antes quanto agora, desafios só podem ser alcançados com criatividade, originalidade e iniciativa.

Pense de forma prática: para sermos capazes de inovar, precisamos da curiosidade (caráter individual) e de espaços criativos que estimulem o processo criativo (âmbito organizacional).

Em outras palavras, não basta ter uma boa ideia, ela precisa ser original e você precisa demonstrar energia e iniciativa para implementá-la. Além disso, precisa de um suporte organizacional para tanto. Por isso, quem é da área de RH deve estar sempre atento se a cultura organizacional da empresa carrega esse suporte enraizado.

Design e Programação de Tecnologia

Tanto a área de Programação quanto a de Design ganharam um valor expressivo no mercado. Isso não quer dizer que todos devam trocar de profissão e irem para essa área. Muito pelo contrário.

O segredo aqui é você, seja da área que for, se interessar em entender o raciocínio por trás da programação, ou seja, como resolver um problema de maneira lógica e com múltiplos caminhos, através da chamada rota de solução.

Pensamento crítico e analítico

Enquanto o pensamento crítico está relacionado em analisar as afirmações consideradas como “verdades”, o pensamento analítico está relacionado com a decomposição dos fatos, buscando uma análise profunda da situação.

Trazendo esses conceitos para um âmbito organizacional, muitas vezes nos vemos pressionados a tomarmos decisões rápidas. Entretanto, mesmo nestas situações, questionar e repensar alternativas podem salvar muitos negócios e quem souber fazer isso de forma rápida, sai ganhando ainda mais. As organizações precisam de agilidade combinada com pensamentos críticos e analíticos.

Solução de problemas complexos

A capacidade de resolver problemas tem sido por muito tempo um indicativo do nível de inteligência e constitui uma competência importante para as organizações.

A capacidade de resolução é um processo altamente cognitivo que requer a identificação do problema e possíveis formas de solucioná-lo, gerando ações e a coordenação de esforços para sua conclusão.

Há algumas ferramentas disponíveis que podem ser úteis na hora de solucionar problemas complexos, entre elas: Brainstorming, Diagrama de Causa e Efeito, Cinco Porquês, Plano de Ação 5W2H e PDCA.

Liderança e influência social

 A liderança já está ganhando uma conotação menos técnica e mais comportamental. Isso significa que os líderes não só conduzam, desenvolvam e preparem pessoas, mas que os influenciem a tomarem decisões que sejam não só as melhores para o a organização, mas também sustentáveis, visando ao bem coletivo e maior.

A liderança por influência reinará até 2022 e ela é conhecida por ser exercida sem autoridade ou poder. Esse tipo de influência prevê relações sustentáveis e benéficas tanto o ambiente interno, quanto para o ambiente externo.

  1. Inteligência emocional

A inteligência emocional (IE) é a capacidade que nós temos de controlarmos nossas próprias emoções, não sendo levados por impulsos, e também a forma como lidamos com as emoções dos outros.

Ela é um conjunto de habilidades emocionais como: autoconfiança, coragem, paciência, persistência, autoconhecimento, resistência à frustração e empatia.

A inteligência emocional está bastante ligada à habilidade anterior, pois ela é o fator-chave para uma liderança saudável e de influência. O segredo é que antes de gerenciarmos pessoas, um bom líder deve aprender a gerenciar a si mesmo e as suas emoções. 

Raciocínio, resolução de problemas e ideação

O princípio básico explorado na nona competência é de que nada adianta pensar, refletir, questionar as situações que se apresentam, se não conseguimos colocar em prática nossas ideias.

A parte da ideação que é a grande fonte de solução de problemas será o foco. É no processo de ideação, criação de ideias, que problemas ou conflitos são resolvidos. O Design Thinking é metodologia poderosa que contribui para a solução de problemas e no processo de ideação, que é uma das etapas mais importantes do processo.

Análise e avaliação de sistemas

A análise de sistemas é um método de solução de problemas que envolve analisar o sistema de maneira macro, separar as partes e descobrir como ele funciona para atingir um objetivo específico.

Vamos começar pelo início. O que é um sistema? Um sistema é um conjunto geral de peças, etapas ou componentes conectados para formar o todo. Por exemplo, um sistema computacional contém processadores, memória, caminhos elétricos, uma fonte de alimentação, etc. De uma forma diferente, um negócio também é um sistema, que é composto de métodos, procedimentos e rotinas.

A parte de avaliação de sistemas é explorada de uma maneira mais genérica, reforçando a importância de monitorarmos e avaliarmos de forma contínua nossos processos e atividades com o objetivo de sempre buscar o melhor resultado. Isso é fundamental para a saúde da empresa, principalmente neste cenário de constante aceleração e mudanças. O que faz sentido hoje, pode não fazer mais amanhã.

De olho no futuro 

Ao analisarmos essa lista de competências, percebemos que existe uma demanda crescente por competências digitais, assim como competências emocionais. Nas organizações, quando falamos em competências digitais, pensamos em como acelerar o desenvolvimento do “pensar” digital, que significa a integração da tecnologia com uma mudança de mentalidade, trazendo melhoria contínua para nossos processos e ambiente de trabalho.

No que tange as competências emocionais, o grande desafio é como cuidar das nossas emoções, de forma que essas sejam catalizadores do nosso potencial e não inibidores do nosso crescimento profissional e pessoal.

Mesmo nesse cenário de incerteza, podemos afirmar que algumas competências serão sempre muito valiosas em qualquer organização: a curiosidade e capacidade de aprender, e rápido!

Fonte: Gestão e RH

Topics: Recursos Humanos, Recrutamento e seleção

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