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O retorno aos escritórios será apenas em 2021 para 38% das empresas

Renan Macrini

Uma pesquisa feita pela Spring Professional, tentou compreender o plano de retomada das empresas diante do cenário tão único causado pelo coronavírus. O levantamento de dados aconteceu entre os dias 1 e 20 de agosto de 2020 e teve como participantes gerentes, diretores e presidentes de áreas de negócios e de recursos humanos. Um total de 200 empresas de diferentes setores participaram desta pesquisa.

Hoje vamos compartilhar com vocês os dados mais relevantes sobre as mudanças físicas e processuais das companhias durante a pandemia, além das adaptações nos processos de Recursos Humanos durante o trabalho em home office. Esse é um ótimo conteúdo de benchmarking que você pode utilizar como apoio para estruturar a sua empresa.

O governo vem apresentando cenários mais claros em relação a flexibilização da quarentena. Diante desta informação, a retomada de atividades comerciais, escritórios e até mesmo o possível retorno das aulas presenciais a partir de outubro está trazendo esperança de um possível fim para essa crise que chegou de surpresa no ano de 2020.

As empresas passam a poder trabalhar com um planejamento mais consistente e embasado. Vamos juntos compreender como as empresas estão se preparando para equilibrar todos os interesses e, ao mesmo tempo, estarem adaptadas e preparadas para a nova realidade pós-pandemia.

O retorno aos escritórios físicos

A pesquisa identificou que a maioria das empresas conseguiu se adaptar à realidade do trabalho remoto. É claro que houve dificuldades, mas elas não são tão urgentes a ponto de fazer com que o retorno aos escritórios aconteça de forma acelerada ou antecipada. Vamos acompanhar alguns números revelados pela pesquisa. Mesmo com a liberação da ida aos escritórios – ainda que limitada:

  • Apenas 32% dos entrevistados alegaram que já retornaram fisicamente aos escritórios ou que isso acontecerá até o fim de setembro;
  • Do restante, 30% planejam retorno no último trimestre do ano;
  • E 38% ainda não possuem uma definição ou já deixaram claro que o retorno só será a partir de 2021.

Sobre a retomada, fica ainda mais evidente que esta é uma questão relacionada ao setor de atuação da empresa:

  • Setores tradicionais de bens de consumo, indústria ou farmácia, 50% dos entrevistados já voltaram com ao menos uma parte da equipe;
  • Empresas de tecnologia e serviços, esse percentual não chega a 25%.

Outro tópico relevante revelado pela pesquisa está relacionado ao motivador dessa decisão:

  • 21% das empresas alegam que estão baseando suas decisões somente nas determinações do Governo;
  • 65% informaram que estão se baseando em diretrizes corporativas (sejam da matriz ou locais), que geralmente são mais conservadoras que as diretrizes governamentais.

Comunicação interna ganhou a devida visibilidade

Um dado bastante interessante é que 15% das empresas fizeram pesquisas internas junto aos funcionários e com base nos resultados, definiram o esquema de retorno.

Esse dado demonstra como a área de comunicação interna quebrou paradigmas durante a pandemia. O distanciamento elevou a importância da existência de um contato regular e de forma disciplinada, o que nem todas as empresas valorizavam antes da quarentena.

Podemos afirmar que as pessoas, no geral, estão mais cientes dos rumos e das estratégias das empresas e se sentem mais ouvidas. Esse é um grande avanço corporativo, pois permite que as organizações tenham mais segurança em adotar a flexibilidade. Iniciou-se a era do aumento de produtividade e do bem-estar dos funcionários.

As mudanças adotadas para o retorno diante do “novo normal”

A pesquisa procurou entender quais tipos de mudanças as empresas estão preparando para esse retorno, além das adaptações que são mandatórias por lei (escalonamento de quadro, espaçamento, limpeza e higienização, entre outros).

Veja o que a pesquisa revelou:

  • 66% está planejando mudanças físicas e estruturais, em linha com as recomendações dos órgãos de saúde, envolvendo espaçamento entre mesas.
  • Dentre elas, 8% já confirmaram que farão devolução de espaços físicos ou redução de seus escritórios, ou seja, não se trata apenas de readequação, mas sim de ajustes de tamanho dos escritórios corporativos para a nova realidade;
  • 21% não planejam, ou ainda não tomaram medidas concretas nesse sentido; 

Em relação às mudanças e políticas internas, a pesquisa traz os seguintes dados:

  • 40% farão adaptações em processos internos, tais como onboarding digital, limite de pessoas e escala de salas de reunião, processo de admissão on-line etc., mesmo que não envolvam mudanças necessariamente físicas;
  • 28% delas já estão planejando mudanças concretas nas políticas de benefícios, como estabelecimento de regras mais claras e abrangentes para o home office, possibilidade de troca de VR por VA (ou outras modalidades de benefícios flexíveis) e, em alguns casos, com verbas para investimento em melhoria da infraestrutura de home office dos funcionários.

Os setores de tecnologia e serviços novamente são os que apresentaram maior destaque dentre as empresas que planejam alterações na política de benefícios, correspondendo a 36,6% das respostas positivas em relação a essa pergunta.

Do ponto de vista de recrutamento, fica evidente um marco nas relações entre candidato e empregador. Claramente, a decisão de contratação ou troca de emprego não passa mais apenas por uma questão de aumento salarial ou alteração de escopo/função. Veja os pontos que os candidatos estão avaliando na busca de um emprego:

  • Aspectos financeiros;
  • Benefícios;
  • Cultura e valores da empresa;
  • Mercado e perspectivas de resultados para os próximos anos.

A forma como a empresa diz que age e se posiciona durante e pós pandemia certamente estão no radar dos candidatos e isso irá influenciar em suas escolhas em um futuro bem próximo. A pandemia está oferecendo uma oportunidade incrível das empresas fortalecerem a marca empregadora para conseguirem contratar melhor nos próximos meses.

Fonte: Mundo Rh

Topics: Gestão de pessoas

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